Epílogo

Eu sou um animal
Sinto sede
Passo fome
E me canso
Eu sou um animal
Por isso ando
Tropeço, corro
Pulo e danço
Eu sou podre
E faço feder
Vivo na carne
Fluido e desejo
Até quando eu morrer
O sol me queima
A noite me nocauteia
Eu cambaleio no deserto
E me afogo nos mares
Trago vida a este mundo
Enquanto empilho cadáveres
O que me faz viver
Me mata também
E se é ruim com
Sei que é pior sem
O que me interessa é o agora
Não espero um além
Nem que eu seja espírito
Alma, paranormal
Nem que eu seja de deus ou diabo
Do bem ou do mal
Até eu deitar sobre a terra
Servindo aos vermes
O banquete final
Eu sou um animal